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Este blog não tem grandes pretensões! É apenas o meu espaço para dizer o que penso, sem que ninguém me interrompa antes que eu conclua minhas idéias. ...risos... Seja bem-vindo!

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Polêmico Jair Bolsonaro e a Estudante Cotista




Diante do chocante vídeo do Deputado Jair Bolsonaro, a estudante de medicina Maiara, cotista, enviou ao nobre deputado uma fotomontagem acompanhado de um email, muito educado por sinal.
Segue abaixo o direito de resposta da futura médica:

Sr. Bolsonaro,

Venho atraves deste e-mail exercer o meu Direito de Resposta relativo as suas afirmações no programa CQC.
Sou cotista de medicina com muito orgulho, graças ao presidente Lula.
Caso o senhor tenha o infortunio de sofrer um acidente algum dia e cair nas minhas mãos em um pronto socorro, terei o maior prazer em atendê-lo, pois só vendo o senhor viver é que terei a certeza de que continuará sofrendo ao ver a diversidade de raças e a prosperidade do povo mestiço brasileiro.
Vai um presente para o senhor. Imprima, coloque numa moldura e se delicie olhando para os seus herois, por que os nossos… os nossos são outros e o senhor sabe muito bem quem são.

Maiara Silva
Ps. “Favor não confundir com aquela Mayara das eleições, a afogadora de nordestinos.”


Este foi o "presentinho" de Maiara:


 
 
Qual será o presentinho da Preta Gil, hem?!!!
 
Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/03/30/cotista-de-medicina-responde-a-bolsonaro/

A História da Nossa Cachaça–Manguaça Cultural


Uma história contada no Museu do Homem do Nordeste fala sobre o  surgimento da cachaça no Brasil. Eu a achei super interessante e como cachaça faz parte da cultura brasileira, e cultura está diretamente ligada à educação, resolvi dividir com vocês o “Momento Manguaça Cultural”. Vamos a ela:
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
Aposto que um monte de “cachaceiro” por aí que não conhece esta história!!
Bem, se quiser conhecer a verdadeira – ou  oficial – história da aguardente de cana de açúcar clique aqui.  Mas vou logo avisando que meu intento com essa história foi exaltar a criatividade do brasileiro e não necessariamente falar sobre cachaça, viu? Sem contar que a história contada no nordeste é muito, muito mais bonitinha!

domingo, 27 de março de 2011

O Verbo For – João Ubaldo Ribeiro

Para todos aqueles que protagonizaram a “novela” Enem, Sisu, Prouni, que está chegando à reta final – sendo que para alguns ela realmente já findou-se – meus parabéns! Parabéns pelo esforço, dedicação, desafio[9]coragem e, principalmente, fé! Para aqueles que não chegaram lá em 2010, é só pensar que 2012 não tarda a chegar. Minha singela homenagem aos “bravos guerreiros”, com uma deliciosa crônica de um dos maiores nomes da literatura brasileira, João Ubaldo Ribeiro:  O Verbo For
“Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário — evidentemente o condizente com a nossa condição provecta —, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho.
Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.
— Traduza aí quousque tandem, Catilina, patientia nostra — dizia ele ao entanguido vestibulando.
— "Catilina, quanta paciência tens?" — retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
— Ai, minha barriga! — exclamava ele. — Deus, oh Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária. Senhor meu Pai!
Pode-se imaginar o resto do exame. Um amigo meu, que por sinal passou, chegou a enfiar, sem sentir, as unhas nas palmas das mãos, quando o mestre sentiu duas dores de barriga seguidas, na sua prova oral. Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo "dar um show". Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:
— Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
— As margens plácidas — respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
— Por que não é indeterminado, "ouviram, etc."?
— Porque o "as" de "as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no hino. "Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: "quem te adora." Se pusermos na ordem direta...
— Chega! — berrou ele. — Dez! Vá para a glória! A Bahia será sempre a Bahia!
Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra "for" tanto podia ser do verbo "ser" quanto do verbo "ir". Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.
— Esse "for" aí, que verbo é esse?
Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.
— Verbo for.
— Verbo o quê?
— Verbo for.
— Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.
— Eu fonho, tu fões, ele fõe - recitou ele, impávido. — Nós fomos, vós fondes, eles fõem.
Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe.”

Esta crônica foi publicada no jornal "O Globo" (e em outros jornais) na edição de domingo, 13 de setembro de 1998 e integra o livro "O Conselheiro Come", Ed Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 2000, pág. 20.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas promove concursos

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas - SENAD, do Ministério da Justiça, com o objetivo de incentivar a participação dos diferentes níveis estudantis em atividades culturais de valorização da vida e estimular a mobilização e o engajamento da sociedade nas atividades relacionadas à prevenção do uso de drogas, promove, anualmente, concursos nacionais sobre o tema.
O sucesso destes concursos mostra a percepção que a sociedade tem sobre a importância das ações de prevenção do uso de drogas, através de ampla participação de crianças, adolescentes, jovens e adultos.
A SENAD está promovendo o XII Concurso Nacional de Cartazes, direcionado a estudantes do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, o I Concurso Nacional de Vídeo, direcionado a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e Ensino Médio, o IX Concurso Nacional de Fotografia e o IX Concurso Nacional de Jingle, dirigidos à população em geral. Este ano, os concursos têm como tema "Arte e Cultura na prevenção do uso de crack e outras drogas".Em parceria com o Centro de Integração Empresa/Escola - CIEE, a SENAD está lançando o X Concurso de Monografia para Estudantes Universitários, com o tema A Intersetorialidade como Estratégia de Enfrentamento ao Crack. Não perca tempo nem prazo, os trabalhos deverão ser postados até o dia 25 de abril de 2011. Clique em cima da imagem de cada cartaz e acesse o link que apresenta o Regulamento dos concursos ou entre no site www.obid.senad.gov.br

Senad 1

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senad 4

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Qual a Cor do Preconceito no Brasil?

racismo_tv1
A foto “Todos Negros” foi tirada pelo fotógrafo Luiz Mourier em 1982, no Rio de Janeiro. http://ahistoriabemnafoto05.blogspot.com/2007/09/depoimento-5.html
Originalmente para se identificar um indivíduo de pele escura,  mas precisamente da África subsariana, utilizava-se a palavra “preto”. Os registros desta palavra se deu por volta do século X. Já a palavra "negro", surgiu no século XV, referindo-se aos escravos africanos negociados  por portugueses e espanhóis. Sendo assim, a palavra negro, primariamente, era sinônimo de “escravo”.  Por este motivo, a palavra é considerada ofensiva em diversos países africanos, no Senegal e nos Estados Unidos, onde é empregada a palavra black ao invés de niger (negro). Aqui no Brasil, apesar de o dicionário reconhecer as duas expressões, preto e negro, para designar o indivíduo de pele escura, ainda se perde um enorme tempo com discussões em torno do que é cor e o que é raça. Sinceramente, preto, negro, pardo ou  afro-brasileiro, a denominação é o que menos importa. Não é a palavra usada para designar a cor da pele do indivíduo,  que define a sua raça e o real  preconceito de uma nação.   A questão do racismo no Brasil é tão, ou mais assustadora, que a tentativa de negar sua existência. É mais fácil nos defendermos e até respeitarmos um inimigo declarado, que lutar contra um inimigo oculto.  Dizer que no Brasil o preconceito é velado é tão  ignóbil quanto dizê-lo inexistente. Dados estatísticos dão conta que para cada três mortos, dois têm a pele escura. Em 2002, foram assassinados 46% mais negros do que brancos, e em 2008, a porcentagem atingiu 103%. Na Paraíba, morrem 1.083% mais pretos, em Alagoas  974% e na Bahia  440%. O Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil,   diz que  quase a totalidade dos jovens assassinados  no Brasil são do sexo masculino e os indivíduos de cor preta são a maioria, morrendo mais que o dobro em relação aos indivíduos de cor branca. Com base nestes assustadores números, pode-se até mudar o nome de “racismo” para “preconceito de cor”, mas que a discriminação é latente no brasil, não resta a menor dúvida! Ela não tem nada de velada, é declarada. Só que não em palavras, mas em ações concretas...
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