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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Reescrita de Texto - Atividade Feita em Duplas


Atividade: Reescrita de Texto




Introdução:



Foi proposto aos alunos de uma turma de 2º ano, da E. M. Pres. Castelo Branco, uma atividade onde após memorizar um determinado texto deveriam reescrevê-lo. Para a realização desta atividade foram formados agrupamentos produtivos, levando-se em consideração o que os alunos já sabiam e sua relação com o conteúdo da tarefa que iriam realizar. Compreendendo a heterogeneidade comum a todas as classes de alfabetização, foram observadas as hipóteses em que cada aluno se encontrava, além de seu perfil social, para que houvesse um perfeito entrosamento entre os integrantes do grupo. Sendo assim, alunos que com escrita silábica que já conhecem o valor sonoro convencional das letras, foram agrupados com alunos que desconhecem o valor sonoro convencional das letras. No entanto, alguns alunos com escrita não-alfabética, que conhece o valor sonoro das letras, também formaram duplas com alunos de escrita alfabética. A interação entre o conhecimento de um e a necessidade de aperfeiçoamento do outro e vice-versa, garantiram um aproveitamento significativo dos conteúdos trabalhados.



Desenvolvimento da Atividade:



Foi apresentada aos alunos a seguinte ciranda:

O Cravo e a Rosa

O cravo brigou com a rosa

Debaixo de uma sacada

O cravo saiu ferido

E a rosa despedaçada

O cravo ficou doente

A rosa foi visitar

O cravo teve um desmaio

E a rosa pôs-se a chorar



Por se tratar de um texto conhecido e de fácil memorização, o tempo para a execução da atividade foi relativamente curto. Todo o processo desde a apresentação da ciranda até a atividade de reescrita levou apenas três dias.

Primeiro dia: Foi apresentada a ciranda acima. Após a leitura e releitura, cantamos a ciranda algumas vezes e em variados ritmos. O passo seguinte foi conversarmos sobre o texto. Interessante foram as supostas razões para a briga entre o cravo e a rosa. Razões estas que variaram de ciúmes, passando por problemas financeiros, e chegando a um suposto arroz que Rosa deixou queimar quando assistia distraidamente à novela das oito de uma determinada emissora de televisão, campeã de audiência. Para finalizar a atividade neste dia, eles desenharam os personagens da música. A aluna Caroline de sete anos desenhou em seu caderno um homem e uma mulher, representando o Cravo e a Rosa. Ao ser questionada sobre seu feito, respondeu com um sorriso matreiro:

- Nunca vi flor brigar! Pensei que fosse o nome deles, ué! - Tudo bem! Respondi, totalmente convencida pela pequena.

Segundo dia: As duplas foram devidamente formadas. Trabalhamos com o texto faltando palavras para que completassem. A seguir foi feito uma releitura, e as duplas deveriam seguir o texto com a ponta do lápis, sublinhando a palavra onde eu havia interrompido esta leitura. Para encerrar as atividades neste dia, foi distribuído o texto em tirinhas para que o colocassem em ordem. Pouquíssimas intervenções foram feitas. O que na verdade foi uma grata surpresa. Não houve imprevistos, as duplas se encaixaram de forma extremamente proveitosa. Os alunos já alfabetizados foram devidamente orientados a só intervir dizendo as letras que porventura seu companheiro não conhecesse, mas nunca lendo diretamente a frase para seu colega. Assim o fizeram, fazendo intervenções dignas de verdadeiros mestres.

Terceiro dia: Depois de reorganizadas as duplas e com a convicção de que a ciranda estava devidamente memorizada, passamos para a finalização da atividade com a reescrita do texto. Os alunos com escrita silábica que já conhecem o valor sonoro convencional das letras escreviam o texto ditado pelo seu companheiro que ainda não conhece o valor sonoro das letras; Alunos já alfabetizados, mas que necessitam ampliar seus conhecimentos ortográficos escrevia o texto ditado por alunos que já conhecem o valor sonoro das letras, ainda que não o usem de forma convencional. A grande dificuldade encontrada aqui foi convencê-los a não consultar o texto. Já que alguns insistiam em abrir o caderno embaixo da mesa para certificar-se de estar escrevendo corretamente. Fiz a opção de observar mais e intervir o mínimo possível. Achei importante deixar que escrevessem livremente, pois mais importante que uma reescrita certinha, era observar o esforço empreendido e o verdadeiro intercâmbio de conhecimentos que a atividade em duplas estava proporcionando.

Conclusão:


A troca de informações que proporciona o trabalho em duplas é extremamente importante para o enriquecimento individual do aluno. A grande dificuldade é, sem dúvida, encontrar perfis que se completem, para que a dinâmica da atividade não seja prejudicada com sucessivas intervenções por incompatibilidade entre os alunos. Todo o sucesso da atividade está intimamente relacionado ao perfeito entrosamento entre os pares, de forma que realmente contribuam para uma aprendizagem estimulante, gratificante e significativa.

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