quinta-feira, 20 de junho de 2013
Os Vândalos do Rio de Janeiro
Mensagem de Liv Oliveira no Facebook "Fazia muito tempo que não me envolvia em protestos, me lembro que em minha adolescência o único movimento político que me pareceu coerente de todo era aquele que lutava pelo passe livre, que na época tinha risco de ser perdido. Um direito do estudante que deveria mesmo ser ampliado, estendido aos universitários. Na passeata antiga de que me lembro, entramos em confronto com a polícia, que começou ...como sempre começa, a coibir violentamente os manifestantes. Quando se fala de violência há de se compreender o direito de resposta do que é vítima, como somos nós vítimas do estado, reféns de uma polícia corrupta e atroz. Passou por mim nesse tempo, enquanto eu corria de uma bomba de gás lacrimogêneo, e era uma menina de dezesseis anos, um homem que disse ao telefone pra alguém “ aqui no centro tem um monte de marginais vestidos de estudantes”.
Eu fiquei boquiaberta na época e ainda hoje fico quando alguém condena uma pessoa que luta pelos próprios direitos indo à uma passeata, protestando. Uso com frequência o argumento de que numa primavera árabe, como chamaram, a revolta da população é considerada válida, enquanto aqui a revolta é considerada crime, reagir ao estado, à polícia, é o mínimo que podemos e devemos, ainda que eles tenham táticas e nós não, devemos resistir, o mais pacificamente quanto o possível, mas promovendo transtornos sim, porque um protesto que não incomoda é um protesto sem voz.
E pra citar Hélio Oiticica, com seu “seja marginal, seja herói” devo dizer, que ser chamada de marginal não é hoje pra mim uma ofensa, e sim um elogio. Já que o refugo da sociedade, o que ela regeita como regeitou-me em algumas circunstâncias, talvez seja o que há de mais válido nela, o que há de combatente, de vivo, de possivelmente revolucionário. Talvez seja apenas um espelho do qual não se gosta, um espelho que retrata a verdadeira face, o que me lembra inevitavelmente Dorian Gray.
Quando se fala dos “poucos vândalos” para uma multidão de pacíficos, devemos pensar se não estamos fazendo uma revolução que a mídia acata facilmente. Já que a mídia frequentemente manipula nossa opinião, e nos sonega informações que tem, se isso não é perigoso, se isso não vai fazer com que coloquemos no poder um governante de direita. Ao invés de uma política minimamente válida, comprometida com respeito por nosso direitos, e não com um deputado como o Feliciano na comissão de direitos humanos, que é algo de uma ironia transcendental. Se não estamos fazendo uma revolução de que a mídia vai se utilizar negativamente. É aí que reside todo perigo. Acho por exemplo que se um deputado ganhasse como um professor a política não seria o que é, mas são eles quem votam os próprios salários, enquanto nós somos quem devia decidir isso.
Me filio mais a um pensamento de viés algo anarquista, algo comunista, porém não gosto de ismos e acabo por definir-me apartidária e independente. Tenho, como temos todos, uma cabeça própria, influenciável é verdade, mas no geral desvinculada de uma lógica de manada até quando me for possível evitar. e sei quanto de utópico e ideal há nisso. Por isso nenhum estado jamais me representará, a presidente Dilma não me representa mesmo que eu tenha votado nela por considerar que dentre as opções viáveis era a menos pior.
Aqui no rio, o que tem sido feito é uma elitização progressiva da cidade, os moradores das favelas estão deixando de ser pobres e a elite está tomando o lugar, a cidade está mudando o caráter miscigenado que sempre teve e que garantia certa horizontalidade nos espaços comuns. O custo de vida está aumentando e o aumento da passagem é só a gota d'água de tudo isso, o que faltava para coroar um quadro mais que absurdo. Vive-se num estado de vigília constante, uma ratoeira da qual não conseguimos nos desvencilhar por mais que tentemos com afinco, porque há sempre uma e outra pedra no caminho, pra citar Drummont.
A polícia é violenta e cruel, aqui. O estado é violento e cruel, aqui. E o cidadão é que está a mercê dele, e não o contrário, mas somos muitos, ainda que nesse coro de tantas vozes se sobressaiam algumas poucas, e sempre tenhamos a impressão de que estamos sendo enganados, manipulados, e massacrados pela mídia, polícia, estado, e pela multidão que vai as ruas linchar, pois não há nada mais covarde que um linchamento, seja ele afetivo ou físico.
Na manifestação que fui nessa segunda-feira, foram presas pessoas que não tinham absolutamente nada de vândalos, uma menina foi presa por portar um objeto que ela encontrou na rua mas no momento do confronto foi fruto de um saque a uma loja de malas, pelo que entendi. Como podem fazer os governantes para tirar um e outro como exemplo pra massa e pra que pareça que não valha a pena resistir, e lutar pelos direitos que todos temos. Ela foi presa injustamente e injustamente condenada a ficar sem fiança, os outros foram liberados segundo fiança, a minha foi de dois mil reais, para responder em liberdade como quadrilha. Eram pessoas que nunca haviam se visto antes. Um estado em que aqueles que o combatem são passiveis de serem tidos como terroristas é ditatorial.
Não concordo com uma lógica nacionalista que se perpetua, acho que somos todos cidadãos do mundo antes de pertencermos a este ou àquele país. O que vi na passeata que fui, foi uma multidão de muitas vozes distintas, xingavam a todos os governantes. Mesmo a mim, que não governo nada, xingavam também, uma multidão pode ser positiva ou negativa, as vezes ambas as coisas, simultaneamente.
Compreendo uma vivacidade derivada da violência, uma violência que se desvele poeticamente, embora não apoie a depredação de prédios históricos ainda que segundo meu senso estético ( como artista plástica e poeta que sou ) eles fiquem mais interessantes assim. Acho que barricadas que atrapalhem o acesso da polícia aos manifestantes podem vir a funcionar muito bem. Embora também não tenha participado de nenhuma construção de barricadas no protesto, fui apenas vê-las.
Protestei pacificamente, mas não passivamente, sim como uma performance reativa, injustamente fui presa, e agora meu advogado me aconselha a não estar com os meus, na passeata, onde o efetivo de polícia aumentou muito. Meu rosto estampado nos jornais impede que eu saia ilesa, devido ao histórico psiquiátrico que tenho, possivelmente pararia em um manicômio judicial. Peço a todos que puderem ir, que vão, e combato daqui, com as armas que tiver ao alcance, o que for possível.
A multidão que estava na Rio Branco eram muitas vozes distintas, já a que foi à Alerj me deu a impressão de ser uma voz mais unívoca, embora saibamos que há sempre infiltrados. Por exemplo com uma bomba precisei de vinagre, me deram primeiro wisky, depois vinagre, e leite de magnésia. Em uma outra hora em que recebi spray de pimenta no rosto, logo após aquela foto, me deram tiner para passar no rosto, o que singifica que é muito difícil nessas situações, saber quem é o inimigo. A polícia me tacou pedras e atirou o que não tenho certeza se foi uma bala de borracha ou um tiro de raspão, além do spray de pimenta. Então, sei que inimigos são muitos, mas eles são os piores em minha relação e minha performance no ato.
A polícia me agrediu como agride a todos os manifestantes, nesse tipo passeata, como sempre foi feito, hoje fui ao IML, fazer um exame de corpo delito para que eu possa me defender e que meu processo seja arquivado. Na delegacia uma espécie de tortura psicológica foi o que me aconteceu, pra sair de lá assinei papéis que não sei em exato o que foram, e agora espero para ver no que vai dar. Espero que isso se torne maior do que qualquer indivíduo, que seja a micro política invadindo a macro, agora que por bem, devo dizer o que penso."
sexta-feira, 20 de julho de 2012
A Indisciplina na Sala de Aula
Esta foi a opinião que dei sobre o tema à Revista da Educação Publica. A matéria foi publicada na revista junto com as considerações de vários outros professores. Para ler a matéria completa clique no link abaixo.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Manifestação Italiana em Defesa dos Animais
sábado, 28 de abril de 2012
Dia da Educação - 28 de Abril - Educação para Todos
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Quando a Sociedade é o Espaço do Inferno
Gostaria de expressar minha opinião com relação à matéria intitulada “Quando a Escola é o espaço do inferno”, publicada na revista Época, em 18/7/2011.
Concordo que a política de “mediação” seja a melhor forma de prevenir os “conflitos escolares”. A questão é quando se minimiza um “conflito social” complexo, que exige tratamento em conjunto com todas as esferas envolvidas – políticas públicas, econômicas e sociais - a simples “conflitos escolares”. Este foi exatamente o erro dos britânicos. Com uma escola pública idealizada pelo mestre Paulo Freire e tão argumentada pelo senador Cristóvão Buarque, a Grã Bretanha, ainda que com uma educação tecnológica de primeiro mundo, enfrenta “conflitos escolares” de terceiro mundo, ou mais apropriadamente, de “mundo moderno”. Por mais preparada que seja uma escola, ela é incapaz de assumir sozinha a responsabilidade pela formação integral do indivíduo. A primazia na educação cabe à família, isto é fato. É através da união desta, com a escola, que se garante uma formação voltada para os valores sociais imprescindíveis à formação da pessoa humana. A escola erra quando não reconhece sua responsabilidade e igualmente erra a sociedade ao acreditar nos “superpoderes” dos professores. Seja para conter a violência em sala de aula; seja para transformar uma realidade social economicamente injusta e historicamente excludente, o professor não possui “superpoderes”, e nem os almeja. A escola é reflexo da sociedade, e não o contrário. Quando a escola se transforma no espaço do inferno, é porque a muito se esqueceram de “exorcizar os demônios” da sociedade.
Expressões Populares
Origem de algumas expressões populares no Brasil:
JURAR DE PÉS JUNTOS
A expressão surgiu na Idade Média, através das torturas executadas pela Santa Inquisição. O pobre acusado de heresia, tinha as mãos e os pés amarrados juntos e era torturado para dizer a verdade. Quem não jurararia, hem?!!!
MOTORISTA BARBEIRO
No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc, e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.
TIRAR O CAVALO DA CHUVA
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.
À BEÇA
O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.
DAR COM OS BURROS N'ÁGUA
A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.
GUARDAR A SETE CHAVES
No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" pra designar algo muito bem guardado.
OK
A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam pras bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 Killed" (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK".
ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.
PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA
A história mais aceitável pra explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados pra Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.
PRA INGLÊS VER
A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo.
RASGAR SEDA
A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa".
O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.
ANDA À TOA
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.
QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.
DA PÁ VIRADA
A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.
NHENHENHÉM
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indìgenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen" .
VAI TOMAR BANHO
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".
A DAR COM O PAU
O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.
ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM
Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.
ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA
Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar" e "Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio portugueses e brasileiros.
Enfiou o pé na jaca
O correto é enfiou o pé no jacá. Antigamente, os tropeiros paravam nas vendinhas, a meio caminho, para tomar uma pinga. Quando bebiam demais, era comum colocarem o pé direito no estribo e, quando jogavam a perna esquerda para montar no burro, erravam, pisavam no jacá (o cesto em que as mercadorias eram carregadas) e levavam um grande tombo. Por isso, quando alguém bebia demais dizia-se que ele enfiaria o pé no jacá. A jaca, fruta, não tem nada com isso. Apesar da novela da Globo.
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão
O correto é batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.
Cor de burro quando foge
O correto é corro de burro quando foge!
Quem tem boca vai a Roma
Pois é, eu também fiquei surpreso ao saber que o correto não tem nada a ver com a capacidade de pela comunicação ir a qualquer parte do mundo, e sim uma forma de exortação à crítica política; o correto é quem tem boca vaia Roma.
É a cara do pai escarrado e cuspido
Essa é forma escatológica de dizer que o filho é muito parecido com o pai; o correto é a cara do pai em Carrara esculpido (Carrara é uma cidade italiana de onde se extrai o mais nobre e caro tipo de mármore, que leva o mesmo nome da cidade).
Quem não tem cão, caça com gato
O correto é quem não tem cão, caça como gato. Ou seja, sozinho!
Feito nas coxas
As primeiras telhas usadas nas casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito (quer dizer, não tem nenhuma conotação erótico-sexual, mente suja).
Voto de Minerva
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os jurados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.
Casa da mãe Joana
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.
Conto do vigário
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. O negócio era o seguinte: Colocaram o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.
Ficar a ver navios
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.
Não entender patavinas
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova; sendo assim, não entender patavina significava não entender nada.
Dourar a pílula
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.
Sem eira nem beira
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.
O canto do cisne
Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão “canto do cisne” representa as últimas realizações de alguém.
sábado, 4 de junho de 2011
Bombeiros do Rio de Janeiro - Heróis para a população e vândalos para o Governador
A GfK (Growth from Knowledge), uma empresa de estudos de mercado de origem alemã, criada em 1934, divulgou o resultado de uma recente pesquisa, com um total de 18.800 entrevistados em 15 países europeus e os E.U.A., Brasil Colombia e Índia, em fevereiro e março de 2010. O objetivo da pesquisa era determinar os níveis de confiança que os cidadãos têm em 20 diferentes grupos e organizações profissionais. No ranking das profissões mais confiáveis no Brasil temos em primeiríssimo lugar, com 95% de aprovação, os “v.â.n.d.a.l.o.s” do Srº Governador Sérgio Cabral: Os Bombeiros!
Tenho certeza que as vítimas do Morro do Bumba, de Teresópolis, de Nova Friburgo e tantas outras que no momento difícil pôde contar apenas com nossos bravos bombeiros, não os consideram vândalos. É certo que a maior parte da população do Rio de Janeiro, e de muitos outros lugares do Brasil e do mundo, estão apoiando estes heróis em mais uma de suas lutas. Só que agora, estes valentes guerreiros, lutam por suas famílias e por sua própria dignidade.
Em dezembro do ano passado, meu marido sofreu um ataque cardiaco em uma festa e mesmo tendo plano de saúde, não havia tempo hábil para que pudessemos utilizá-lo. Sendo assim, precisei recorrer ao socorro mais próximo do local onde estava. Foi assim que fui parar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sarapuí, na cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Fui muito bem atendida. O socorro foi imediato e muito humano. O médico, os enfermeiros e o assistente social foram extremamente calorosos comigo, meus filhos e, principalmente, meu marido. Até os seguranças da UPA foram solidários com nosso sofrimento. No dia seguinte meu marido foi transferido para o Hospital do nosso plano de saúde, onde soubemos pelo médico dele, que o atendimento feito pelo médico-bombeiro na UPA salvou-lhe a vida.
O incidente com meu marido é mínimo diante das tragédias que vemos relatadas diariamente, onde estes verdadeiros heróis salvam vidas, não raro com riscos às suas próprias, por um mísero salário de novecentos e poucos reais. Gostaria de dizer ao nosso Governador, que ao contrário dos nossos políticos e seus comissionados que só aparecem nos locais da tragédia em sobrevôos de helicóptero, e destes só descem em solo seco e limpo para não sujarem seus sapatos importados, que provavelmente custaram mais que o salário de um bombeiro no Rio de Janeiro, que não é deste jeito que um político sério se refere a profissionais que lideram o ranking das profissões mais confiáveis no Brasil. Também gostaria de lembrá-lo, que nesta mesma pesquisa, o grupo de profissionais a que ele pertece, os políticos, lideram o grupo dos menos confiáveis. Para concluir, utilizarei uma definição para vandalismo segundo o dicionário Michaelis: destruição do que é respeitável pelas suas tradições, antiguidade, ou beleza. Neste sentido, eu pergunto: quem são os verdadeiros vândalos nesta questão?
Parabéns Bombeiros! Estamos com vocês!!!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Bonificação para Professores Garantem a Melhoria no Ensino?
O ceticismo e a descrença no Sistema Educacional Brasileiro está fazendo com que muitos estados e municípios adotem uma política de bonificação para professores a fim de melhorar o desempenho destes em sala de aula. Cabe aqui ressaltar que aqueles que adotam tais medidas de incentivo, estão responsabilizando diretamente a categoria profissional pelo péssimo desempenho da Educação Pública no Brasil. Afinal, o professor já recebe seu salário – bom ou ruim – para educar os brasileirinhos. Alguém decidiu, no entanto, que alguns profissionais não se empenham como deveriam na função. Pensaram – se é que pensam – que se os bons profissionais recebessem uma bonificação pelo seu desempenho, incentivariam os outros – os maus – a fazerem o mesmo. Pronto! Todos interessados em aumentar seus parcos rendimentos fariam a educação pública dar um salto em qualidade e a gestão pública se insentaria de sua responsabilidade. Simples assim! A desestruturação familiar, o sucateamento das escolas, a falta de material, as turmas lotadas, nada disso seria mais empecilho para uma educação de qualidade. O professor sozinho daria conta de elevar os índices educacionais aos patamares do primeiro mundo.
Eu acredito que por trás desta medida encontra-se motivos ainda mais sórdidos. Nenhum gestor público – salvo uns poucos espalhados pelos estados brasileiros - quer dar aumento efetivo à categoria. Com a política de bonificação, onde apenas alguns são beneficiados, o gasto é bem inferior e de quebra os políticos podem usar os salários destes poucos como base para suas campanhas políticas.
O governo de São Paulo teve que repensar suas propostas educacionais ao ver sua política de bonificação, lançada em 2008, fracassar. O rendimento dos estudantes que já estavam em patamares alarmantes baixou ainda mais. Em 2010 foram gastos R$ 655 milhões com o pagamento do tal bônus. Agora, em 2011, caiu para R$ 340 milhões. Será que os professores não gostavam do tal incentivo que chegava a três salários extras? Acho bem pouco provável!
Uma equipe de pesquisa conduzida pelo Centro Nacional de Incentivos de Desempenho, ligado ao Peabody College da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, passou a premiar por três anos professores de matemática da rede pública de Nashville, cujos alunos conseguissem melhorar suas notas. Observe que estamos falando de uma pesquisa e não de uma política já adotada baseada em sofismas, como ocorre aqui no Brasil. Bem, o resultado da pesquisa americana mostrou que os estudantes cujos professores recebiam a bonificação não tiveram qualquer melhora na comparação com o “grupo de controle”, cujos professores não recebiam o incentivo. A pesquisa não encontrou muitas diferenças na forma de lecionar ou em medidas de esforço entre os dois grupos de professores. O coordenador do estudo, professor Matthew Springer, disse em entrevista ao jornal O Globo, que antes de montar uma política de bônus deve-se considerar que “professores tendem a cooperar mais com um plano de pagamento de incentivos se o propósito for descobrir se a política funciona, do que com uma ideia forçada de cima para baixo, sem evidências para acalmar o ceticismo e a descrença”.
Apesar da divulgação desta pesquisa e da ineficácia do sistema em São Paulo, vemos o governador do Rio, Sérgio Cabral, anunciando aos quatro quantos sua adesão a este projeto. Por que será? A resposta é óbvia: porque ele é político, não está preocupado com a educação no Estado. Quer apenas encontrar uma maneira de retirar a responsabilidade do gestor público e repassá-la para os profissionais em sala de aula.
Alguém pode me responder o que vai acontecer com os “maus” profissionais, aqueles que não receberem a bonificação? Serão exonerados ou voltarão para a universidade? E as crianças que estiverem sob seus cuidados em sala de aula, serão condenadas a uma educação medíocre? Será que como responsável pela educação do meu filho, tendo garantido pela Constituição Federal o direito a um ensino público de qualidade, poderei exigir que ele estude apenas com professores devidamente “bonificados”?
Bem, talvez este sistema de meritocracia seja derrubado ainda antes de eu ter meus questionamentos respondidos. Mas nem assim eu me animo. Já me acostumei ao fato de que aqui no Brasil se combate projetos inconsistentes, com projetos ineficazes. Aqui um erro sempre é usado na tentativa de se consertar outro!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Auxílio Reclusão – Cuidado com as informações que você repassa!
Esta semana afixaram no quadro de avisos da minha escola um email falando sobre o “Auxílio Reclusão”, apelidado de “Bolsa Marginal”. A alusão feita ao “Bolsa Família”, é para dar-nos a falsa idéia de que é mais um benefício assistencialista do Governo do PT. O que mais me chamou a atenção na manutenção desta mentira foi o fato de ver professores contribuindo com a corrupção no país. Neste caso, a corrupção da verdade. O email não é novo. Surgiu na época da campanha presidencial. A novidade foi vê-lo exposto no mural da escola. O fato de tratar-se de um email político deveria ser o suficiente para que fosse investigado. A menos, é claro, que o caro professor faça parte desta “rede de corrupção político- partidária”.
Segue o email:
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Quando você recebe um email vindo de não sei onde e redigido por não sei quem e o repassa, sem sequer dar-se ao trabalho de investigar os fatos – e olha que você está sentado em frente à tela do computador, com o Google à disposição – você não está sendo ingênuo não, você está sendo acomodado.
A verdade é que o este auxílio é um benefício “legalmente devido” aos dependentes de trabalhadores que contribuem para a Previdência Social. O auxílio foi instituído há 50 anos, pelo extinto Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (IAPM) e posteriormente pelo também extinto Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB), e depois incluído na Lei Orgânica da Previdência Social – LOPS (Lei nº 3.807, de 26 de agosto de 1960). Esse benefício para dependentes de presos de baixa renda foi mantido na Constituição Federal de 1988. Ele é pago enquanto o segurado estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto e não receba qualquer remuneração da empresa para a qual trabalha, nem auxílio doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço. Dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou em regime aberto perdem o direito de receber o benefício. Ele é pago a seus dependentes legais, e não ao detento. O objetivo é garantir a sobrevivência do núcleo familiar, diante da ausência temporária do provedor. O valor do benefício é dividido entre todos os dependentes legais do segurado. Veja que não é proporcional à quantidade de dependentes. É como se fosse o cálculo de uma pensão. Não aumenta de acordo com a quantidade de filhos que o preso tenha. O que importa é o valor da contribuição que o segurado fez. O benefício é calculado de acordo com a média dos valores de salário de contribuição. Observe que estamos falando de alguém que já contribuiu para a previdência, pagou seus impostos e trabalhou para ter direito ao benefício, antes de ter praticado o crime pelo qual cumpre pena. O princípio que norteia a criação do auxílio é o da proteção à família: se o segurado está preso, impedido de trabalhar, a família tem o direito de receber o benefício para o qual ele contribuiu, pois está dentre a relação de benefícios oferecidos pela Previdência no ato da sua inscrição no sistema. Portanto, o benefício é regido pelo direito que a família tem sobre as contribuições do segurado feitas ao Regime Geral da Previdência Social. De acordo com o Boletim Estatístico da Previdência Social (Beps), o INSS pagou 29.790 benefícios de auxílio-reclusão na folha de janeiro de 2011, em um total de R$ 18.707.376. O valor médio do benefício por família, no período, foi de R$ 627,98.
Portanto caro professor e amigos, antes de encaminhar um email, dos tantos que lhe chegam todos os dias, trazendo informações no mínimo duvidosas, pense em seu papel nesta sociedade. Se você repassar uma inverdade de alguém através de seu email, esta mentira passa a ser sua.
Interessante e assustador é que no próprio email fala sobre o site da previdência. Manda até o leitor, caso não acredite na informação, acessar o site e verificar por si mesmo. É a certeza de que a preguiça do brasileiro o fará repassar o email, sem que as informações sejam checadas, que justifica tal ousadia. Depois, como de praxe, o desavisado cidadão se fará de vítima, atribuindo a culpa por veicular tal mensagem em sua rede de amigos à sua “boa fé”. Está na hora do brasileiro assumir seu compromisso social efetivamente e lutar com consciência e determinação por uma sociedade mais politizada e democrática! Para isso ele não precisa de “boa fé”, precisa é de “boa vontade”.
Fonte: http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=922
domingo, 24 de abril de 2011
Inclusão ou Integração – O que realmente importa?
“Lutar pela igualdade sempre que as diferenças nos discriminem; lutar pelas diferenças sempre que a igualdade nos descaracterize.”
surdas não lhes permite o acesso à língua portuguesa de forma natural. Os alunos surdos precisam conseguir explicitar suas idéias, sentimentos, pensamentos na sua primeira língua - a Língua Brasileira de Sinais. Minha filha começou seu processo educacional em uma escola particular, regular, com 30 alunos ouvintes, sendo ela a única aluna surda. A professora era bilíngue e considerei que isso seria o suficiente para que ela aprendesse. Triste engano! Ela não só não aprendeu nada, como se recusava a ir para a escola. Depois de muita luta, fiz o caminho inverso e exigi que ela estudasse em uma classe especial em uma escola pública. Quando descobriu que não era única no universo, que existia muitas outras crianças como ela e que existia uma professora totalmente dedicada às suas necessidades, seu desenvolvimento deu-se de forma impressionante. Não me arrependo em um momento sequer pela decisão tomada. Quando a vejo conversando com suas amigas na porta da escola, percebo que minha filha encontrou seu lugar, sua turma. Minha filha não é mais uma criança deficiente em meio a uma multidão de pessoas sem deficiências, mas membro de um grupo, com características próprias, que juntos se fazem perceber e respeitar.
sábado, 23 de abril de 2011
Sugestão para lidar com telemarketing
Recebi este email e adorei a idéia!
Ligação da Oi
Toca o telefone...
- Alô.
- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?
- Pois não, pode ser comigo mesmo.
- Quem fala, por favor?
- Edson.
- Sr. Edson, aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção OI linha adicional, onde o Sr. tem direito...
- Desculpe interromper, mas quem está falando?
- Aqui é Rosicleide Judite, da OI, e estamos ligando...
- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?
- Bem, pode..
- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.
- 10331.
- Você trabalha em que área, na OI?
- Telemarketing Pro Ativo..
- Você tem número de matrícula na OI?
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.
- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da OI. São normas de nossa casa.
- Mas posso garantir....
- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a OI.
- Ok.... Minha matrícula é 34591212.
- Só um momento enquanto verifico.
(Dois minutos depois)
- Só mais um momento.
(Cinco minutos depois)
- Senhor?
- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.
- Mas senhor...
- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?
- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?
- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.
- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.
(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino
tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:
- Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..
- 10331.
- Com quem estou falando, por favor.
- Rosicleide
- Rosicleide de que?
- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).
- Qual sua identificação na empresa?
- 34591212 (mais irritada agora!).
- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?
- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma
linha adicional. A senhora está interessada?
- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer,
pode anotar o protocolo por favor... alô, alô!
TUTUTUTUTU...
- Desligou... nossa que moça impaciente!
Não é uma delícia? Eu até tentaria usar o artifício, mas tenho certeza que a atendente desligaria o telefone muito antes do desfecho.










